Apropriação da Tecnologia Social
Pensando em Apropriação da Tecnologia Social, ação da multidão
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É importante pensar que tecnologia social deve ser vista como processo, um movimento a partir da apropriação da tecnologia. Faz parte da consolidação da rede/sociedade. Latour (2005, mas desde a década de 80 com Callon e Law) menciona a abordagem sociotécnica da multidão. Ou seja, o ator social, envolvido e participando do início tecido social permeado por seres animados e inanimados (nem tanto assim) o uso, apropriação, revitalização ou repotenciamento, conexões e máquinas.
O processo de apropriação da tecnologia ao adquirir dimensões e implicações políticas de desenvolvimento para a comunidade e para a nação, suprindo necessidades e expectativas [desejos em expansão] transforma-se em tecnologia social.
Aqui cabe algo do hdhd sobre o Metarecilagem: MetaReciclagem é principalmente uma idéia. Uma idéia sobre a reapropriação de tecnologia objetivando a transformação social. Esse conceito abrange diversas formas de ação: da captação de computadores usados e montagem de laboratórios reciclados usando software livre, até a criação de ambientes de circulação da informação através da internet, passando por todo tipo de experimentação e apoio estratégico e operacional a projetos socialmente engajados.
efefe sobre tecnologia social, vejamos:
“Com o passar do tempo, a MetaReciclagem não cabia mais na denominação genérica e oportunista da inclusão digital, e seus integrantes passaram a procurar níveis mais elaborados de ação crítica e compreensão da apropriação de tecnologia como fenômeno social. Conceitos como colaboração, produção coletiva de conhecimento, re-significação da tecnologia e apropriação crítica passaram a servir de base para outros níveis de experimentação e criação. De um grupo inicialmente reduzido, a MetaReciclagem transformou-se em metodologia livre e aberta, passível de replicação em qualquer contexto. Com o tempo, passou a ser adotada em diversos projetos de tecnologia social e a pautar e influenciar políticas públicas de universalização do acesso à tecnologia e de democratização da produção de conhecimento, além de participar de intercâmbios com outros projetos em todo o mundo”.
O conceito de tecnologia social segundo as autoras JARDIM (2004) E OTERO(2004) do Instituto de Tencnologia Social em um texto intitulado Reflexões sobre a construção do conceito de tecnologia social:
” (…) conjunto de técnicas, metodologias trasnformadoras, desenvolvidas e/ou aplicadas na interação com a população e apropriadas por ela, que representam soluções para inclusão social e melhoria das condições de vida”.
Técnicas e metodologias devem ser transformadoras e participativas.
Elementos da TS:
- desenvolvidas na interação.
- aplicadas na interação.
- apropriadas pela população.
Consequências:
- apropriação do conhecimento, inovação.
- produção de conhecimento para transformação social.
- cidadania.
- produção de conhecimento para transformação social.
- altera o modo de intervir diante das questões sociais devido ao empoderamento da população por meio da troca de conhecimento.
- Transformação do modo de as pessoas se relacionarem com algum problema ou questão social.
Fontes:
hdhd: http://comunix.org
efefe: http://efeefe.no-ip.org/
DANGINO, Renato; BRANDAO, Flávio Cruvinel; NOVAES, Henrique Tahan. Sobre o marco-analítico conceitural da tecnologia social. IN: Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundação Banco do Brasil, 2004.
LATOUR, Bruno. Reassembling the social: an introduction to actor-network-theory. New York:
Oxford University Press, 2005.
DANGINO, R.; NOVAES, H. Adequação socio-técnica e economia solidária. Campinas: Mimeog; Unicamp, 2003.
JARDIM, Fabiana Alves; OTERO, Martina Rillo. Reflexões sobre a construção do conceito de tecnologia social. IN: Tecnologia social: uma estratégia para o desenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundação Banco do Brasil, 2004.