Poder e Regiões de Aprendizagem

os mistérios dos negócios deixam de ser mistérios;
são como se estivessem no ar, e as crianças
aprendem muitos deles inconscientemente…

A frase acima de Marshall (1979) traz o potencial das regiões de aprendizagem.

Regiões de aprendizagem podem ser tanto espaçoes físicos como espaços virtuais.

Recentemente, em um artigo publicado pela Revista Nova Economia, do dep. de Ciências Econômicas da UFMG (vol. 17, ano 2007), o autor – Prof.Hoyêdo Nunes Lins – economista, da faculdade de Santa Catarina, redigiu sobre a importância de considerar essas regiões tendo como estudo de caso a produção têxtil e cerâmica no sul do Brasil.

Por ser um trabalho de natureza econômica, o objetivo foi analisar fatores que proporcionavam maior competitividade. Entretanto, a base para o surgimento da inovação foi o compartilhamento.

Ou seja, era fundamental o compartilhamento do conhecimento tácito entre as pessoas que agiam no setor, não importanto se eram empresários ou funcionários. Conhecimento tácito é aquele que vem da história de vida dos atores. Esse tipo de compartilhamento só é possível através da fluidez das inter-relações onde se cria um ambiente no qual o conhecimento deixa de ser coodificado e passa a ser etéreo. Nesse meio a aprendizagem acontece de maneira incosciente.

Fascinante! É claro que as organizações tentam promover esse tipo de ambiente buscando a inovação. Mas ele é dependente de inúmeras variáveis que a economia neoclássica jamais daria conta. Apenas uma economia informacional, baseada em redes, poderia englobar essa atuação, e tratar dessas nunances relacionais. Mas apenas em casos específicos.

O importante é não desprezar essas regiões. Num contexto educacional, a internet favorece a criação delas em programas 2.0, tudo que é postado, toda ação, é conhecimento compartilhado, tudo o que temos é que dar espaço. Dar espaço é permitir poder!

Lins, Hoyêdo Nunes. (2007) A região de aprendizagem como temática e ângulo de observação. In: Revista Nova Economia Belo Horizonte, Ed. Face. número 17, janeiro-abril, pgs. 127-162
No Scielo: A região de aprendizagem como temática e ângulo de observação

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