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Nos Limiares do Discurso – Lyotard, Levinas, Deleuze e Derrida

Um Olhar Sobre os Limiares do Discurso, é um belo artigo da pesquisadora Catherine Malabou (2007) – Universidade de Paris X – Nanterre – na qual o objeto de estudo é o início da formação das idéias (criação) e a transformação destas em artefatos culturais como: livros, obras de arte, etc.

Iniciando com um comentário acerca do olhar fixo, experimentado por todo aquele que permite perder-se minutos antes da vinda de um novo pensamento e, deixando de lado a possível abordagem biologicizante do assunto por meio de teorias da cognição, a autora trata do processo de criação a partir de conceitos filosóficos dos autores Lyotard (1985 e 2006), Levinas(1969 e 1995), Deleuze (1984) e Derrida (1995).

Como emerge a genealogia do pensamento? Através da linguagem? Para Lyotard, a linguagem não em o poder de fazer as coisas existirem. Na verdade, as coisas desaparecem assim que as nomeamos, pois o signo substitui o objeto em nosso pensamento.

Assim, falar seria como perder…apesar de a linguagem envolver uma manifestação espacial isso não significa que ela incorpore coisas, produza objetos culturais a menos que seja mesclada a uma forma figurativa. Tal como a música e livros, podcasts.

Assim, objetos artísticos seriam deformações, distorções irredutíveis na linguagem ao mediar o caminho entre a idéia e a forma. Essa seria a origem de um certo desapontamento de nossa parte diante do que pensamos e do que produzimos. Para Deleuze o essencial é a dramatização da idéa cuja meta é especificar, encarnar o pensamento em uma forma figurativa.

O fascínio pela materialização de um pensamento em objeto ou ação não pode ser separado de nós mesmos, de nossa subjetividade, algo que não podemos, a princípio, controlar mas que podemos aprimorar com o tempo. Mas anterior à subjetividade há um momento, uma lacuna cuja demanda pode ser compreendida através da busca por nossa própria satisfação.

A produção artística seria uma forma de nos vermos. Derrida aborda a criação através do problema do segredo no qual o autor ou o pensador põe em ação seus próprios segredos ao criar artefatos culturais. A exposição de segredos traz consigo o senso de responsabilidade diante daquilo que nos revela a nós mesmos. A noção de responsabilidade dá origem à formação de um pensamento ético.

Ao mesmo tempo, essa revelação é distorcida pelas formas, entrecruza-se a outras revelações, gerando um figurativo complexo.Um pensamento ético é complexo, sua forma figurativa através de leis e códigos de conduta possuem uma parte visível e invisível(Levinas) uma totalidade e um infinito que torna a ação social, cultural também móvel e emergente.

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