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Subjetivação, crenças e desejos

A fenomenologia clínica  dos modos de  subjetivação agenciados como fluxos de crenças e desejos, individuais e sociais segundo Gabriel Tarde:

“O tímido é a própria figura da oposição social elementar, aquela em que a bifurcação da crença e do desejo existe, mas é vazia como hesitação, isto é, como um momento de indecisão absoluta e paralisante entre duas correntes imitativas a seguir. Enquanto isso, o louco se aproxima da figura do inventor, uma vez que os dois partilham um posição mais supra-social do que social e trabalhom, a partir dessa posição minoritária, para provocar o desencadeamento de novos fluxos de crenças e desejos.

(…)Tarde apresenta a figura do idiota como aquela em que os processos de subjetivação sequer existem, em razão da ausência de bifurcações entre a crença e o desejo; a figura do sonâmbulo como aquela dos processos de assujeitamento dócil e crédulo às séries sociais de imitação; a figura do tímido como aquela com que os fluxos da crença e de desejo se binarizam, se obstacularizam e desencadeiam processos de dessubjetivação; e a do louco como aquela em que os fluxos de crença e desejo se conectam para dar lugar a novos processos de subjetivação. ”

VARGAS, Eduardo Viana. (2000) Antes tarde do que nunca: Gabriel Tarde e a emergência das ciências sociais. Rio de Janeiro: ContraCapa.

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