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Archive for June, 2008

Diferença e Repetição – Gilles Deleuze

DELEUZE, Gilles. (1988). Diferença e repetição. Tradução: Luiz Orlandi, Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal.

Esse livro é a tese de doutorado do autor e a data da primeira publicação é de 1968.
Nele, Deleuze trata da inovação segundo a teoria sociológica de Gabriel Tarde e ondas de repetição através das quais, pela confluência de fatores, emerge a idéia.

Na Introdução:

Mas o conceito de diferença (Idéia) não se reduz a uma diferença conceitual, assim como a essência positiva da repetição não se reduz a uma diferença sem conceito“. (60) Grifo do autor.

“Na realidade, enquanto se inscreve a diferença no conceito em geral, não se tem nenhuma Idéia singular da diferença, permanecendo-se apenas no elemento de uma diferença já mediatizada pela representação. Encontramo-nos, pois, diante de duas questões: qual é o conceito da diferença – que não se reduz à simples diferença conceitual, mas que exige uma Idéia própria, como uma singularidade na Idéia? Qual é, por outro lado, a essência da repetição – que não se reduz a uma diferença sem conceito, que não se confunde com o caráter aparente dos objetos representados sob um mesmo conceito, mas que, por sua vez, dá testemunho da singularidade como potência da Idéia? O encontro das duas noções, diferença e repetição, não pode ser suposto desde o início, mas deve aparecer graças a interferências e cruzamentos entre estas duas linhas concernentes, uma, à essência da repetição, a outra à idéia de diferença.” (DELEUZE, 1988, p. 61).

Poder em Deleuze

DELEUZE, Gilles; GUATARRI, Félix. (1996) Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia. Tradução: Aurélio Gerra Neto, Ana Lúcia de Oliveira, Lúcia Cláudia Leal e Suely Rolnik. Rio de Janeiro: Editora 34. v.3.

Esta postagem trata da forma com que Deleuze entende o poder. Combina com a forma de ver o poder em Foucault e em Gabriel Tarde. A questão da microfísica e da microsociologia, Tarde falava em átomos, Deleuze fala em moléculas. O princípio é o mesmo. A massa como um conjunto micro de relacionamentos que acabam por determinar o seu grande movimento na sociedade. Nesse texto Deleuze é bem didático, e fala sobre a microssociologia de Gabriel Tarde.

9. 1933 – Micropolítica e Segmentaridade. (Tradução de Suely Rolnik)

” Em suma, tudo é político, mas toa política é ao mesmo tempo macropolítica e micro política. Consideremos conjuntos do tipo percepção ou sentimento: sua ornanização molar, sua segmentaridade dura, não impede todo um mundo de microperceptos insconscientes, de afectos inconscientes, de segmentações finas, que não captam ou não sentem as mesmas coisas, que se distribuem de outro modo, que operam de outro modo. Uma micropolítica da percepção, da afecção, da conversa, etc. (…)” (90)

” E as próprias classes sociais remetem a “massa” que não têm os mesmos objetivos, nem as mesmas maneiras de lutar. As tentativas de distinguir massa e classe tendem efetivamente para este limite: a noção de massa é uma noção molecular, procedendo por um tipo de segmentação irredutível à segmentaridade molar de classe”. (91)

” Com efeito, num primeiro caso, quanto mais a organização molar é forte, masi ela própria suscita uma molecularização de seus elementos, suas relações e seus aparelhos elementares. Quando a máquina torna-se planetária ou cósmica, os agenciamentos têm uma tendência cada vez maior a se miniaturizar e a tornar-se microagenciamentos. (…) A administração de uma grande segurança molar organizada tem por correlato toda uma microgestão de pequenos medos, toda uma insegurança molecular permanente, a tal ponto que a fórmula dos mistérios do interior poderia ser: uma macropolítica da sociedade para e por uma micropolítica da insegurança. (…) os movimentos moleculares não vêm mais completar, mas contrariar e furar a grande organização mundial. ” (93-94)

” Do ponto de vista da micropolítica, uma sociedade se define por suas linhas de fuga, que são moleculares. Sempre vaza ou foge alguma coisa, que escapa às organizações binárias, ao aparelho de ressonância, à máquina de sobrecodificação (…)” (94)

” E a cada vez pode-se situar um ‘centro de poder’ como estando na fronteira dos dois, e defini-los não por seu exercício absoluto num campo, mas pelas adaptações e conversões relativas que ele opera entre a linha e o fluxo. ” (95)

” É por isso que os centros de pode se definem por aquilo que lhes escapa, pela sua impotência, muito mais do que por sua zona de potência. Em suma, o molecular, a microeconomia, a micropolítica, não se define no que lhe concerne pela pequenez de seus elementos, mas pela natureza de sua “massa” – o fluxo de quanta, por sua diferença em relação à linha de segmento molar.” (96)

Linha de segmentos: macropolítica.
Fluxo de quanta: micropolítica.

” A política opera por macrodecisões e escolhas binárias, interesses binarizados; mas o domínio do decidível permanece estreito. E a decisão política mergulha necessariamente num mundo de microdeterminações, atrações e desejos, que ele deve pressentir ou avaliar de um outro modo. ” (102)

Ex: bancos, instituições financeiras, bolsa.
Não há contradições entre o molecular e o molar. Não há bom nem ruim. Há diferenciação.
Fala da microssociologia de Gabriel Tarde – o único sociólogo (dos tempos do surgimento da sociologia – final do séc. XIX) capaz de lidar com a multidão e com o caos social.

“Cada centro de poder é igualmente molecular, exercendo-se sobre um tecido micrológico onde ele só existe enquanto difuso, disperso, desacelerado, miniaturizado, incenssantemente deslocado, agendo por segmentações finas, operando no detalhe e no detalhe. (…) E não há mais centro do poder que não tenha essa microtextura. É ela – e não o masoquismo – que explica que um oprimido possa sempre ocupar um lugar ativo no sistema de opressão (…)” ( 105-106).

” Todo centro de poder tem efetivamente estes três aspectos ou estas três zonas:

1) sua zona de potência, relacionada com os segmentos de uma linha sólida dura;

2) sua zona de indiscernibilidade, relacionada com sua difusão num tecido microfísico;

3) sua zona de impotência, relacionada com os fluxos e quanta que ele só consegue converter, e não controlar nem determinar. Ora, é sempre do fundo de sua impotência que cada centro de poder extais sua potência: daí sua maldade radical e sua vaidade.” (108)

” Tudo se tornou flexibilidade aparente, vazios no pleno, nebulosas nas formas, tremidos nos traços. ” (110)

” É precisamente sua impotência que torna o poder tão perigoso” (111)

” O desejo é sempre agenciado, ele é o que o agenciamento determina que ele seja.” (112)

O Poder em Niklas Luhmann

Fonte: DUSO, Giuseppe (Org.) (2005). O poder: história da filosofia política moderna. Tradução: Andrea Ciacchi, Líssia da Cruz e Silva e Giuseppe Tosi. Petrópolis, RJ: Vozes.
Niklas Luhmann: ( mil novecentes e vite e sete a mil novecentos e oitenta e oito) sociólogo alemão, professor na Universidade de Biekefeld , relaciona a tradição filosófica política (Hobbes a Weber e Kelson) com o funcionalismo norte-americano, a teoria dos sistemas  com a comunicação.

Teoria Clássica do Poder: o poder encontra-se no uso da força a sua origem e o seu instrumento privilegiado de gestão.

Luhmann critica essa idéia da teoria clássica de poder como exercício da força. Para ele, poder = comunicação: mensagem que delimita ações de outras pessoas. Quem detém o poder é quem apresenta maiores possibilidades de ação dentro de sistemas sociais.

Parte VII – O poder além da soberania? Tentativas Contemporâneas

Introdução:

O código do poder muda, e a clássica definição do poder nas duas dimensões do poder constituinte e do poder constituído, do povo soberano e da representação de toda a nação, parece não só marcada por aporias internas, mas, também, pouco eficaz para dar conta da realidade contemporânea. (466)

Nesse horizonte, adquire significado o surgimento de perspectivas de pesquisa explicitamente voltadas para o abandono do quadro de categorias e de metodologias da tradição filosófico-jurídica e voltadas, por um lado, para a adoção de novos paradigmas de interpretação dos fenômenos políticos – como o da teoria dos sistemas e da comunicação social – e, por outro, para a reconsideração profunda da categoria e da modalidade de análise do poder à luz de suas formas particulares, irredutíveis a cada lei geral, mas ao mesmo tempo, onipresentes e disseminadas em todo o tecido social. O resultado dessas linhas de investigação não consiste numa nova proposta de governo de vida social, mas no delineamento de um conjunto de instrumentos teóricos e metodológicos novos, a partir dos quais redescrever, devolvendo-lhes clareza, a fenomenologia da política contemporânea.

É fácil compreender como, nesse quadro complexo que já não pode ser remetido aos conceitos produzidos pela linguagem da ciência política moderna, tenha sido criado um espaço de incerteza e de desnorteamento no qual surgiram múltiplas tentativas de repensar as regras da vida política.

GIACOMINI, Bruna (2005). A perspectiva funcionalista: poder e sistema político em Niklas Luhmann. In: DUSO, Giuseppe (Org.) (2005). O poder: história da filosofia política moderna. Tradução: Andrea Ciacchi, Líssia da Cruz e Silva e Giuseppe Tosi. Petrópolis, RJ: Vozes. p. 470-484.

Cap. 21: A Pespectiva funcionalista: poder e sistema político em Niklas Luhmann (1927-1998)

Autora: Bruna Giacomini: http://www.filosofia.lettere.unipd.it/schede/giacomini.htm

Começa o capítulo fazendo uma analogia entre Weber (Economia e Sociedade) e Luhmann.

É preciso também observar que a famosa tipologia weberiana se aplica, antes de tudo e essencialmente, ao poder (racional, tradicional, carismático) e somente por conseqüência à sua forma propriamente política. Poder e política, assim, não somente coincidem, mas a política recorta e determina o seu significado no âmbito de uma sociologia da Herrschaft¹ que é mais ampla.

Devemos também considerar que já em Weber – mais do que ele próprio admita – o poder é definido e investigado como uma relação recíprocra que vincula dominantes e dominados uns aos outros, com base numa relação essencialmente formal. O nexo absolutamente privilegiado que Weber institui entre poder e legitimidade como fundamento último da obediência evidencia não somente como a Herrschaft se sustente numa correlação que obscurece o significado coercitivo, mas também como a natureza da obediência não está numa adesão motivada à vontade do chefe, nem tampouco numa aprovação consciente dos conteúdos do comando, mas, ao contrário, numa relação de confiança que vincula preliminarmente as vontades dos subordinados e, ao mesmo tempo, libera o poder de qualquer responsabilidade, concreta e pontual, para com seus atos.

Nesta interpretação, o conceito weberiano de poder permanece preso dentro de um esquema hierárquico e, ao mesmo tempo, monádico²: as partes estão subordinadas aos escopos do todo, ao qual servem meramente como meios; o sujeito da ação é único, ou seja, o detentor do poder, que transmite e utiliza os resultados do comando de que os subordinados são simples executores.(471)

Luhmann percebe que, em contraposição à construção hierárquica da sociedade moderna, cujo vértice é ocupado pelo poder político, está se desenvolvendo lentamente uma trama de relações de tipo horizontal entre esferas de ação independentes e funcionalmente especificadas. (472)

Estes pressupostos explicam o encontro de Luhmann com o método funcionalista e com a teoria dos sistemas, entendida como uma sua coerente aplicação ao problema da sociedade. (473)

A renúncia definitiva a qualquer pressuposto ontológico, ainda que reformulado, exige, ao contrário, a elaboração de uma teoria da sociedade que seja capaz de “dar conta de vários sistemas funcionalmente diferenciados, entre os quais a primazia funcional está sujeita a variações”, uma teoria que seja “compatível com um número muito mais alto de situações sociais possíveis”. Daqui nasce a exigência de pensar a sociedade “em temos mais abstratos, a partir de seu caráter de sistema social, e assim, defini-la como sistma social por excelência e condição de possibilidade de outros sistemas sociais”. (474-475).

A peculiaridade atribuída à noção de sistema – que Luhmann retira da biologia e da cibernética – consiste na relação que ela permite conceber entre a sociedade e os outros sistemas sociais. (…) O conceito de sistema social, ao contrátio, se fundamenta sobre uma relação de seleção diante do ambiente que se traduz na criação reiterada de sistemas no seu interior. (475)

Ambiente
Conjunto de possibilidades, no interior do horizonte mais amplo da totalidade dos eventos possíveis, que um sistema pode representar e apreender.
< complexidade >
Sistema
A ordem que se constitui articulando aquelas possibilidades representadas e apreendidas conforme determinadas modalidades.
Complexidade: ambiente + sistema

Em termos menos abstratos, “a problemática peculiar da complexidade social (…) consiste no fato de que nunca podemos estar seguros de concordar com outras pessoas na experiência e na ação”. “Nunca podemos estar seguros de que o outro viva uma experiência do mesmo modo que eu a vivo, que veja as mesmas coisas, que compartilhe os mesmos valores, que viva com o mesmo ritmo de tempo, que guarde consigo a mesma história. (475-476).

Neste sentido, a função fundamental da construção de sistemas sociais não consiste principalmente na ligação entre si dos indivíduos, mas de suas ações e experiências, conectando-as no interior de diferentes âmbitos de setidos. (476) (Camadas, platôs de Deleuze).

A hipótese de Luhmann é que “a complexidade que um sistema social pode alcançar depende da forma da sua diferenciação” (476)

A sociedade diferenciada funcionalmente é, portanto, uma sociedade sem vértice e sem centro, desprovida de formas generalizadas de controle, mas também de expressão, sem chefes, mas também sem representantes.(…) A perda de uma ordem, que possuía tamvém um valor simbólico, válido para a sociedade inteira ( em cima/embaixo, nobre/comum, puro/impuro) faz com que cada subsistema se refira à sociedade somente do seu ponto de vista, com a sua própria linguagem, em conformidade com os seus interesses e as suas prioridades funcionais, ignorando as dos outros. A especialização funcional produz, ao mesmo tempo, o aumento da interdependência sistêmica e o crescimento da indiferença recíproca, que provoca uma orientação cada vez mais autor-referencial de cada subsistema, obrigado a encontrar a sua identidade no seu interior e a partir de si mesmo. (477)

(…) mudança profunda na maneira de definir a identidade pessoal. (…)O princípio de solidariedade é substituído pelo princípio de inclusão, pelo qual “cada pessoa…deve poder ter acesso a todos os âmbitos funcionais conforme suas necessidades, sua capacidades funcionalmente relevantes ou outros pontos de vista”.

Derivam disso dois fenômenos característicos das sociedades contemporâneas de massa: a despersonalização crescente das relações sociais e, por contraste, a busca de vínculos intensamente pessoais. (478)

(…) Luhmann se propõe de refundar a noção de poder, a partir de uma “teoria geral da comunicação caracterizada pela generalização simbólica”. Ela parte “do pressuposto fundamental de que os sistemas sociais se constituem unicamente através da comunicação.

Há sistema social somente se as comunicações, além de serem compreendidas, são aceitas (…) Para tanto, os sistemas sociais elaboram meios de comunicação particulares que visam transformar as mensagens em regras de comportamento para aqueles que as recebem. Nesse contexto, a especificidade do poder consiste em favorecer a transmissão de decisões, de maneira tal que as opções de quem detém o poder sejam assumidas como pressupostos do comportamente de quem está sujeito a ele. O poder permite “selecionar, através de uma decisão própria, uma alternativa para os outros e reduzir a complexidade alheia”. Fundamentado em tal possibilidade está o fato de que o detentor do poder dispõe permanentemente de um número mais alto de alternativas pertinentes com relação àquele que está sujeito ao poder. (…) é preciso também um consenso de legitimidade colocado à disposição por quem exercita o poder.(479)

No entanto, alerta Luhmann, a diferenciação funcional, aumentando com a especialização também as interdependências entre os diversos sistemas, multiplica ulteriormente as fontes de poder que não pode ser masi controláveis por nenhum centro, nem ordenáveis segundo princípios hierárquicos. (…) A democratização (…)em lugar de redistribuir o poder, acaba por bloquear a atividade decisória e deslegitimar o sistema político. (480).

Características da Comunicação e Poder:

– (…) o caráter particular de tal forma de comunicação etá em regulamentar antecipadamente a possibilidade de negação mediante a referência à força: para cada decisão comunicada se indica uma alternativa a ser evitada, isto é, uma sanção à qual se remete em caso de desobediência. (481).

– O recurso à força (…) vale somente se age simbolicamente, se é ameaçado e pressuposto, mas não efetivamente utilizado. A eliminação da ação mediante a ação faz ruir o poder. (481).

Esferas/ Subsistemas nos quais se exerce o poder na sociedade moderna: administração (poder legislativo, executivo e judiciário) e esfera estritamente política (atividade dos partidos) – produção da legitimidade (prática institucionalizante e não uma esfera consciente). (481).

Luhmann trata do poder político resssantando o caráter aberto e contingente, dando novo sentido à democracia: possibilidade de mudança.

Democracia (…) entendida como ampliação das alternativas à disposição da decisão política e como reversibilidade da própria decisão.(482).

À idéia tradicional de uma sociedade centrada sobre a política Luhmann contrapõe a idéia de uma socieade mental, capas de uma auto-reflexão constante que visa a assegurar a evolução de sistemas sempre mais inteligentes, isto é, com sempre mais capacidade de selecionar e reduzir complexidades. (482)

O Poder da In-Definição de Grupo Social em Bruno Latour

LATOUR, Bruno (2005). Reassembling the social: an introduction to actor-network-theory. New York: Oxford.

Reunindo os conceitos sobre fatos socias e a constituição de grupos sociais, Bruno Latour abre espaço para o desarranjo social, a desorganização, o caos social e a auto-organização emergente em uma introdução à teoria do ator em rede.

“In the alternative view, ‘social’ is not some glue that could fix everything including what the other flues cannot fix; it is what is glued together by many other type of connectors.(…) it’s perfectly acceptable to designate by the same word a trail of associations between heterogeneous elements.( LATOUR, 2005, p. 5)

A sociologia seria um estudo de associações e dos tipos de conexões e pelo fato de englobar elementos heterogêneos, fonte de inovações, estudo das inovações, contradições, um estudo de um movimento.(6)

Na definição de grupo social através daqueles que falam sobre a existencia do grupo, dizendo quem são eles, o que eles devem ser, o que eles têm sido. “Groups are not silent things, but rather the provisional product of a constant uproar made by the millions of contradictory voices about what is a group and who pertains to what” (LATOUR, 2005, p. 31)

O tipo de grupo social vai se redefinindo em suas tarefas, por isso é importante não categorizar o contexto social ou o grupo social. os atores é que vão mostrando ações e caminhos.(32)

A definição do grupo se dá pelos limites e contradições que estabelece quanto ao que não pertence ao grupo. Grupos sociais são movimentos que tendem a desaparecer e se formar novamente. Não são fixos. (32) Definição de grupo social performativa, que vem pelo trabalho, por isso é instável e utiliza ferramentas. (34-35)

Ação social: “Action should remain a surprise, a mediation, an event. Baseado numa incerteza (45)

” An ‘actor’ in the hyphenated expression actor-network is not the source of an action but the moving target of a vast array of entities swarming toward it.(…) To use the word ‘actor’ means that it’s never clear who and what is acting when we act since an actor on stage is never alone in acting” (LATOUR, 2005, p. 46).

“By definition, action is dislocated. Action is borrowed, distribuited, suggested, influenced, dominated, betrayed, translated.” (46)

A ação como Agenciamentos, ação de atores-mediadores-concatenados e o comportamento coletivo com sua origem na influência dessa rede de relacionamentos.(59)

Ação dislocal – deslocamento em (François Cooren, 2001) The Organizing Property of Communication