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Archive for October, 2011

Roy Wagner – The invention of culture

October 19, 2011 2 comments

WAGNER, Roy. (2010) A invenção da cultura. Tradução: Marcela Coelho de Souza e Alexandre Morales. São Paulo: Cosac Naif, 2010. 253p.

O antropólogo como inventor da cultura ao olhar (observar) o outro e a metáfora da comunicação. Uma teoria das motivações.

All human beings are anthropologists, “fieldworkers”. They can control the culture shock of everyday experience through all sorts of “rules”, traditions and facts imagined and constructed. (Wagner, 2010, p. 75).

The anthropologist is one who makes those experiences understandable, to perceive and understand the other through its own way of life. Passes all understanding, symbolization, and thus invented culture. Our and others’.

The concept of the invention as a daily practice, nothing extraordinary: small solutions, workarounds, new productions of meaning, appropriations, criativiadade everyday changes.

The relationship is that it establishes the meaning. Inventions through metaphors and associations. The example of language and marriage. Unlike Saussure, Wagner will say that the sign is not arbitrary, but his invention has become convention many years ago. Today we do not remember most of the association.

Symbolism is an innovative extension of the associations. (Wagner, 2010, p. 80). The importance of context to be innovation.

Dialectic of conventional context and innovation: a society absolutely conventionalized (eg American society), collectivized, there is the deman innovation, individuation. The opposite also occurs. It is a tension. Everything is invented generates demand and movement towards a counter-invention.

Fictions or illusions of the Convention: masking, necessary illusion. We are not always aware.

– Simblização coletivizante: conventional context. Sort, join. Going from the particular to the general. Separate.

– Differentiating Symbolization: imposing radical distinctions and binding to the flow of construction, specify and assimilating contrasting contexts arranged by the Convention. Culture is given, nature is constructed. The meaning is the same referents need to be differentiated.

Obviação Movement (p. 86): dialectic, “the game of figure and background.” While we present something, failed to draw attention to another. Show and hide. Put something in front not to see what is behind.

Objectification (part of obviação) to form a relationship, a product of obviação. Bring up, bring up. as a relationship makes the shape of an object. Scientific research and the construction of the object.

Context control: aim. Cut the flow. Eg people.

Todos os seres humanos são antropólogos, “pesquisadores de campo” capazes de controlar o choque cultural da experiência cotidiana mediante todo o tipo de “regras”, tradições e fatos imaginados e construídos. (WAGNER, 2010, p. 75).

O antropólogo é aquele que torna essas experiências compreensíveis, ao perceber e entender o outro através do seu próprio modo de vida. Toda compreensão passa por uma simbolização, e assim, inventamos a cultura. A nossa e a dos outros.

O conceito de invenção como prática cotidiana, nada extraordinária: pequenas soluções, gambiarras, novas produções de sentido, apropriações, criativiadade cotidiana, transformações.

A relação é que estabelece o significado. Invenções através de metáforas e associações. O exemplo da linguagem e do casamento. Diferente de Saussure, Wagner irá dizer que o signo não é arbitrário, mas sua invenção tornou-se convenção há muitos anos atrás. Hoje não lembramos mais da associação.

O simbolismo é uma extensão inovadora das associações. (Wagner, 2010, p. 80). A importância do contexto para haver inovação.

Dialética do contexto convencional e da inovação: uma sociedade absolutamente convencionalizada (ex. sociedade americana), coletivizada, surge a demanada da inovação, da individuação. O oposto também ocorre. Trata-se de uma tensão. Tudo o que é inventado gera demanda e movimento no sentido de uma contra-invenção.

Ficções ou ilusões da convenção: mascaramento, ilusão necessária. Nem sempre temos consciência.

– Simblização coletivizante: contexto convencional. Classificar, juntar. Ir do particular para o geral. Separar.

– Simbolização diferenciante: imposição de distinçoes radicais e compulsórias ao fluxo da contrução, especificar e assimilar contextos contrastantes dispostos pela convenção. A cultura é dada, a natureza é construída. O sentido é o mesmo, os referentes precisam ser diferenciados.

Movimento de obviação (p. 86): dialética, “jogo da figura e do fundo”. Ao mesmo tempo em que apresentamos algo, deixamos de chamar atenção para outro. Mostra e esconde. Colocar alguma coisa na frente para não vermos o que está por trás.

Objetificação (parte da obviação): dar forma a alguma relação, um produto da obviação. Trazer à tona, fazer aparecer. como uma relação torna a forma de um objeto. Pesquisa científica e a construção do objeto.

Contextos de controle: objetivar. Cortar o fluxo. Ex. pessoas.

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