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Archive for the ‘power relashionships’ Category

Castells – Communication Power

September 17, 2012 Leave a comment

 Deals about:

• The structural determinants of social and political power in the global network society.
• The structural determinants of the process of mass communication under the organizational, cultural and technological conditions of our time.
• The cognitive processing of the signal presented by the communication system to the human mind as it relates tho politically relevant social practice. (CASTELLS, 2009, p. 8).

Power definition: “Power is the most fundamental process in society, since society is defined around values and institutions, and what is valued and institutionalized is defined by power relationships. Power is the relational capacity that enables a social actor to influence asymmetrically the decisions of other social actor(s) in way that favor the empowered actor’s will, interests, and values. Power is exercised by means of coercion (or the possibility of it) and/or by the construction of meaning on the basis of the discourses through which social actors guide their action. Power relationships are framed by domination, which is the power that is embedded in the institutions of society. The relational capacity of power is conditioned, bu not determined, by the structural capacity of domination”. (CASTELLS, 2009, p. 10).

Relational capacity means that power is not an attribute but a relationship. (…) Asymmetrically means that while the influence in a relationship is always reciprocal, in power relationships there is always a greater degree of influence of one actor over other. (…) There is complementarity and reciprocal support between the two main mechanisms of power formation identified by theories of power: violence and discourse”. (CASTELLS, 2009, p. 11).

Frase inspiradora: “I fight my fights; I do no call upon others to do it for me, or even with me”. (CASTELLS, 2009, p. 9).

Link para resumo (em andamento): https://docs.google.com/open?id=0B2VuFFwvsCFpVFEzWnE5Zm11WEE

Novas morais através do artefatos que somos

August 21, 2010 Leave a comment

Por que é considero importante um estudo sobre a moral e multidão hoje em dia?

Quando penso em moral não busco desenvolver um estudo por certezas, muito menos por contradições, interessa-me o processo capaz de criar lugares móveis de poder e algumas decisões.

Alguns colegas de trabalho acham graça quando falo que meu objeto de estudo é a moral e as redes. Tlavez porque eles lembrem aquela velha moral eclesiástica que de certa forma foi capaz de acompanhá-los de perto em um convívio familiar e em outras relações ou lugares.

Quando abro o reader e clico nas seções de tecnologia dos grandes veículos nacionais e internacionais, observo opiniões e informações sobre artefatos e dispositivos recentes.

Aprendi há uns quatro anos em uma lista de discussão que possui uma certa reputação na Web que, como diziam e continuam referindo-se “tecnologia é mato, o que importa são as pessoas”.

Meu hábito é sempre passar por essas notícias sobre artefatos com uma rapidez imensa, dispensando-as, por assim dizer, sucumbindo apenas o nome do produto, ou a empresa porque o foco da relação é importante e não a novidade em si.

De onde surgem as novas morais? Das formas híbridas que somos capazes de experimentar…

“Meu problema principal, no entanto, é que em cada um dos episódios que examinei um número crescente de humanos se mistura com um número crescente de não-humanos, a ponto de, hoje em dia, o planeta inteiro estar voltado à elaboração de políticas, leis e, para logo (creio eu), moralidade.

A ilusão da modernidade foi acreditar que, quanto mais crescemos, mais se extremam a objetividade e a subjetividade, criando assim um futuro radicalmente diferente do nosso passado. Após a mudança de paradigma em nossa concepção de ciência e tecnologia, sabemos agora que isso nunca ocorrerá e, na verdade, nunca aconteceu. Objetividade e subjetividade não são pólos opostos, elas crescem juntas e crescem irresistivelmente.

Espero que tenha, no mínimo, convencido o leitor que, para entrentar nosso desafio, não deveremos fazê-lo considerando os artefatos como coisas. Eles merecem algo melhor. Merecem ser alojados em nossa cultura intelectual como atores sociais em pleno direito. Os artefatos mediam nossas ações? Não, os artefatos somos nós. O alvo de nossa filosofia, teoria social e moralidade cifra-se em inventar instituições políticas capazes de absorver essa grande história, esse vasto movimento em espiral, esse labirinto, esse fado.” (Latour, 2001, p. 245).

O que refere-se não ao uso da tecnologia, mas a uma certa política em rede de sobrevivência que surge a partir da relação e do que podemos nos tornar, nossa potência e expressão de subjetividade a partir dos artefatos que somos.

Pensando em novas sociedades e culturas emergentes…

August 14, 2010 Leave a comment

“Simplicity, complexity, oh what a tragedy,

Reality, insanity, strange normality
Incredible, untouchable, but just visual…

Pensando em novas formas sociais emergentes, já que podemos construir lugares, trocas, relações e culturas em espaços de bits. Novas composições genéticas = determinados e determinantes e sistemas em formação. Há algo assim acontecendo há décadas. A partir de características genéticas, humanas, DNA, dos novos comuns nascendo, regenerando outras redes, excludentes, engredantes como os aspectos do rizoma. Tensões e distensões e aquilo do que o corpo é capaz. Organismos genéticamente modificados (OGM), biossegurança, biopropostas.

O que penso agora são possibilidades de grupos sociais que emergem a partir de um comum de descobertas genéticas, pelas especificações científicas, pelas variações do cromossomo Y, pelas mutações trabalhadas. Quem são aqueles sobreviventes do acidente de Chernobil? Que tipo de cultura foram capazes de criar? E ainda os grupos genéticos que possuem a marca de mutação do cromossomo Y de acordo com Rose ( 2009, p. 25).

“Há duas teorias oficiais, mas contraditórias, sobre a causa do acidente. A primeira foi publicada em agosto de 1986, e atribuiu a culpa, exclusivamente, aos operadores da usina. A segunda teoria foi publicada em 1991 e atribuiu o acidente a defeitos no projeto do reator RBMK, especificamente nas hastes de controle. Ambas teorias foram fortemente apoiadas por diferentes grupos, inclusive os projetistas dos reatores, pessoal da usina de Chernobil, e o governo. Alguns especialistas independentes agora acreditam que nenhuma teoria estava completamente certa. Na realidade o que aconteceu foi uma conjunção das duas, sendo que a possibilidade de defeito no reator foi exponencialmente agravado pelo erro humano.”

O que são essas novas organizações sociais preconizadas pelos testes científicos, pela tecnologia na ciência? É possível se criar uma cultura social em meio a isso. A tragédia de se transformar em um comum e novamente reorganizar a sociedade?

Biopolítica em Foucault e a Constituição do Campo Político em Spinoza

October 16, 2009 Leave a comment

O estudo sobre a biopolítica realizado em Foucault (2008, p. 28) começa por meio de uma metodologia que se poderia denominar de Genealogia da Forma de Governar ao analisar as influências do mercantilismo no que ele denomina por razão de Estado durante a Idade Média e os séculos XVI e XVIII.

“O que é governar? Governar segundo o princípio da razão de Estado é fazer que o Estado possa se tornar sólido e permanente, que possa se tornar rico, que possa se tornar forte diante de tudo o que pode destruí-lo”. (FOUCAULT, 2008, p. 6).

Pensando dessa maneira o autor chega às característica de especificidade e pluralidade do Estado, afirmando o não lugar do estado nas configurações de classe, mais adequado a uma realidade específica e descontínua que não estaria atrelada às formas constituídas de poder como igreja ou o governo do rei, mas como um lugar independente, um campo político que é plural.

Ao mencionar essa configuração do Estado, o autor coloca a definição do mesmo atrelada às relações que o constróem. Algo bem parecido com a constituição do campo política em Spinoza (1996). O governo da Multitudo se faz a partir de acordos, e o Imperium se constitui a partir não de um governo estabelecido, mas muito mais de um movimento de ação em comum, independente do regime político estabelecido.

“Os homens operam constituindo um indivíduo coletivo ou complexo, a multitudo, e instituem o imperium ou (…) “o corpo e a mente do poder” (totis imperii corpus et mens) dotado de toda potência que seus agentes lhe derem: o imperium é o direito natural comum ou coletivo cuja ação é o ânimo e a mente da massa. Ao ser instituído como poder soberano, esse direito coletivo implica simultaneamente um processo de distribuição de poderes, determinando as duas formas universais do campo político e as formas particulares dos regimes políticos.” ( CHAUÍ, 2003, p. 167).

Foucault vai falar do mercantilismo ou do liberalismo pois eles abriram espaços dentro das configurações históricas das formas de governo do Estado para um domínio econômico e de leis da economia sobrepujantes ao do governo propriamente dito.

A emergência de uma economia política sob a fachada de um “governo frugal” vem das relações dos atores, da sua maneira de se comportar e viver em relações complexas e entrelaçadas com os processos econômicos.

Fontes:

FOUCAULT, Michel. Nascimento da biopolítica: curso dado no Collège de France (1978 – 1979). Tradução: Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
CHAUÍ, Marilena. Política em espinoza. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SPINOZA, Baruch de. Tratado político. Tradução Manuel Castro. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

PODER POLÍTICO – MULTITUDO – IMPERIUM – Acordo, Comuns, Direitos, Moral

October 15, 2009 Leave a comment

O Imperium é a lógica do poder, é a potência da multidão em ação.

“O Direito de Natureza, no que concerne aos homens, dificilmente pode ser concebido senão quando os homens tenham direitos comuns (…) e viverem sob o consenso comum (…) Quanto mais numerosos os que assim se reúnem num corpo, mais terão em comum o direito (…) Quando os homens têm direitos comuns e estão todos conduzidos como se fossem uma única mente (una veluti mente), é certo que cada um tem menos direitos do que todos reunidos, que ultrapassam em potência, isto é, cada um não tem sobre a Natureza direito algum senão aquele que lhe for conferido pelo consenso. Por outro lado, tudo que for ordenado pelo consenso, cada um é obrigado a fazer e pode-se obrigá-lo a isto. Constuma-se chamar poder político – imperium – esse direito que é definido pela potencia da massa (jus multitudinis potentia definitur) e possui absolutamente o poder quem, pelo consenso comum, cuida da coisa pública.” (ESPINOSA, TP, 2 §§ 15, 16, 17, III p. 282).

O Imperium não é Estado. Espinosa emprega os temos civitas e res publica. O Imperium é a lógica do poder, é a potência da multidão em ação.

Multitudo: indivíduo coletivo ou sujeito coletivo. Sujeito coletivo que se autoinstitui pela prática.

Mutitudo e Imperium são acontecimentos (coisas singulares) na duração. Impermanência. Campo político de ação ou estrutura.

“ A união de corpos e a união de ânimos, constituídas naturalmente pela física do indivíduo como causa interna das ações, a união dos ânimos propiciada naturalmente pela psicologia dos afetos e a união dos corpos e ânimos determinada naturalmente pela lógica das noções comuns como convivência entre as parte de um mesmo todo, permitindo a sua concordância quanto ao que lhes é útil, fazem com que a reunião dos direitos (os numerosos indivíduos como participantes que apenas compõem um todo) se torne a união dos direitos (a causalidade comum dos constituintes para obtenção de um mesmo efeito). Essa união não é uma passagem do menos ao mais, não é algo meramente quantitativo, mas sim é a criação de uma potência nova, a multitudo, origem e detentora do imperium. O imperium é a potência da massa unida como se fosse uma única mente e a multitudo, o indivíduo coletivo singular, consoante a definição da individualidade (união dos componentes para uma ação única que os transforma em constituintes de um todo) e da singularidade (existência finita na duração, portante, acontecimento). O imperium, “direito definido pela potência da massa”, é a ação coletiva ou a potência coletiva que se organiza como civitas ou res pública”. (CHAUÍ, 2003, p. 163, 164).

“De fato, com a Ética, o filósofo dispõe dos elementos para formular a idéia do sujeito político como união de corpos e mentes que constituem um indivíduo coletivo, a multitudo, cujo direito natural é o direito civil.” (CHAUÍ, 2003, p. 165).

“Nessa perspectiva, a percepção da utilidade da cooperação leva os homens a unir forças e visto que o estado de Natureza não é contrário às lutas desencadeadas por ódio, vingança, cólera, ambição, inveja e que nele a relação entre os homens é de pura força, a cooperação pode ser destruída a todo momento, se não houver a decisão dos indivíduos de pactuar para transferir à coletividade ou à sociedade sua potência natural ou seu direito natural, delegando à potência coletiva o direito de arbitrar e dirimir conflitos, obrigar os indivíduos a obedecer às leis e empregar tanto a lei como a espada para vingar injúrias cometidas entre os membros da coletividade.” (CHAUÍ, 2003, p. 165).

Direito Civil – Ética/Moral das Multidões no Indivíduo Coletivo. {Proporciona a união e a cooperação de forças}

“Espinosa não só pode manter a idéia, desenvolvida no Teológico-político, da utilidade da cooperação e da união de forças, mas sem precisar recorrer à idéia de pacto, como ainda pode oferecer os fundamentos dessa cooperação, graças à teoria das paixões e dos desejos alegres, isto é, dos afetos que fortalecem o conatus, de tal maneira que a percepção dos demais homens semelhantes e da utilidade de cada um deles e de todos para o fortalecimento do conatus individual explica que constituam a multitudo e instituam o corpo político”. (CHAUÍ, 2003, p. 165).

Acordo Mútuo: “em que cada indivíduo concorda em que o direito natural de cada uma a todas as coisas seja exercido coletivamente e não mais seja determinado pelo apetite de cada um e sim pela potência da vontade de todos em conjunto.” (CHAUÍ, 2003, p. 165).

Democracia – forma primeira.
As pessoas concordam com essa transferência desde que ela não implique a perda da liberdade de pensamento e de palavra – os indivíduos concordam em agir em comum, mas não em pensar em comum. (CHAUÍ, 2003, p. 1966).

Uma única mente não significa um conjunto de mentes alienadas. Liberdade. Surowieck.

“ (…) um pacto perde validade e eficácia quando um dos pactuantes tem potência para rompê-lo sempre i isso lhe parecer mais vantajoso e não lhe causar dano (…) a obrigação de fidelidade ao pacto dura apenas enquanto durarem os motivos para pactuar e enquanto a potência de um dos pactuantes não for maior do que a do outro, permitindo-lhe romper a relação.” (CHAUÍ, 2003, p. 167).
Impermanência, descentralização. No sujeito coletivo de Espinosa não se tem um figura central.

“Os homens operam constituindo um indivíduo coletivo ou complexo, a multitudo, e instituem o imperium ou (…) “o corpo e a mente do poder” (totis imperii corpus et mens) dotado de toda potência que seus agentes lhe derem: o imperium é o direito natural comum ou coletivo cuja ação é o ânimo e a mente da massa. Ao ser instituído como poder soberano, esse direito coletivo implica simultaneamente um processo de distribuição de poderes, determinando as duas formas universais do campo político e as formas particulares dos regimes políticos. São normas universais:
1)É necessário que a potência soberana seja inversamente proporcional à potência dos indivíduos tomados uma a um ou somados, isto é, a potência soberana – o imperium como direito civil – deve ser incomensurável ao poder dos cidadãos – o direito natural individual – tomados um a um ou somados, pois o imperium é a potência da multitudo expressa no direito civil;
2)É necessário que a potência dos governantes seja inversamente proporcional à dos cidadãos, mas agora em sentido contrário ao anterior, isto é, tomados coletivamente, os indivíduos ou a multitudo devem ter mais potência do que o governante, pois o poder coletivo ou potência e direito da multitudo não se identificam com ninguém. Em outras palavras, o governante não se identifica com o poder soberano. Há distância necessária entre a potência do governante e o imperium. Pela primeira vez, portanto, a figura empírica do governante, tanto quanto sua figura mística, descola-se do lugar do poder, que pertence sempre à coletividade, não se deposita em ninguém.

Excertos a partir de:

CHAUÍ, Marilena. Política em espinoza. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SPINOZA, Baruch de. Tratado político. Tradução Manuel Castro. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
TARDE, Gabriel. Monadologia e sociologia. Tradução: Tiago Seixas Themudo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2003/1893.

Critérios de Reputação em Coletivos Digitais

Olás,

Minha dissertação de mestrado para quem quiser dar uma olhada.

Título: Critérios de Reputação em Coletivos Digitais. (A parte teórica, a meu ver, vale à pena ser lida!)

Ano de defesa: Maio/2009 – ECA/USP.

Link: http://www.sendspace.com/file/uswg0g

jokas, jokas! ;)

Seminário sobre Informação na Internet – 2008 – IBICT

Esse foi o painel e a apresentação que achei mais interessante:

Painel 5 – Políticas Nacionais de Conteúdos Digitais

Enzo Abbagliati Boils – chileno – Título: A Biblioteca Pública como espaço para a geração colaborativa e comunitária de conteúdo local digital – Gestão Participativa. (Essa palestra foi muito interessante). Pergunta: Deve uma biblioteca pública promover a geração de conteúdo local pela comunidade e público local? Incorporar e trabalhar com a comunidade? Citou exemplos de difusão de patrimônio cultural do Chile. Programa BiblioRedes. Atualmente as bibliotecas do Chile adquiriram recursos adicionais através de projetos apresentados pela comunidade e ainda estabeleceram parcerias interessantes inclusive com fundação bill e melinda Gates. Foram criados espaços de interação: Chat. No Chile as políticas de acesso estão implantadas nas Bibliotecas públicas que abrigam metade dos infocentros de projetos de inclusão digital do governo. 82% das pessoas que atendem estão abaixo da linha de pobreza estabelecida no país. Na biblioteca: capacitação das pessoas para publicarem conteúdo digital cultural na web. Contando a história local. Esses conteúdos “culturais locais” alcançam os primeiros acessos no Google. Referência: The deepenning Dibide Van Dijk – Identidades na Era Digital. Yochai Benkler: A riqueza das redes. Definição dos temos de produtividade. Las Nuevas redes como espacios de poder distribuído: Davi de Ugarte. Rede centralizada, rede descentralizada, rede distribuída. A criação de conteúdo local auxilia na apropriação da tecnologia social. Participação na tomada de decisões, elemento revolucionário, permite a conversação.